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domingo, 16 de janeiro de 2011

Presidente ou Presidenta?

Com a posse de Dilma Rousseff à Presidência da República Federativa do Brasil, surgiu a dúvida: a presidente Dilma ou a presidenta Dilma?

As duas formas são adequadas ao português formal. A segunda costuma soar estranha aos ouvidos de certas pessoas, contudo, já está registrada inclusive no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), quinta edição, 2009.

Esperemos, agora, que a presidente ou a presidenta faça um ótimo governo. O Brasil merece!

6 comentários:

  1. Oi Professor!

    Como estão as férias!?

    Espero que boas!

    Bom, queria uma dica de como estudar para redação. Será que se a gente mesmo corrigir, dá certo!?!

    Só mais uma coisinha: No período: "Língua é o conjunto de convenções necessárias, seguidas por um corpo social, para permitir o exercício da linguagem."

    1)Como podemos analisar sintaticamente o termo "de convenções necessárias"?

    2)A segunda vírgula está empregada corretamente!?!

    Um grande abraço!
    Karoline

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  2. Karoline, tudo bem?

    As férias estão ótimas, pena que estão terminando...

    Estudar para redação envolve três questões básicas: 1) leitura de textos bem escritos, sejam técnicos, científicos ou de ficção; 2) prática constante da escrita; 3) revisão comentada de seus textos, de preferência por outra pessoa, pois às vezes é difícil enxergarmos nossos erros.

    Sobre esse assunto, sugiro-lhe a leitura do clássico "Comunicação em prosa moderna", de Othon Moacir Garcia, Editora Getúlio Vargas.

    Quanto à função sintática do termo "de convenções necessárias, trata-se de um adjunto adnominal do núcleo (conjunto) do predicativo do sujeito.

    A segunda vírgula está adequada, pois depois dela aparece uma oração adverbial final, reduzida de infinitivo. Além disso, e este é o argumento sintático principal, a oração "seguidas por um corpo social" é uma oração subordinada adjetiva explicativa, reduzida de particípio, motivo pelo qual tem de vir entre vírgulas.

    Entendeu? Espero que sim.

    Abraço,

    Wagner.

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  3. Entendi sim professor!

    Muito obrgada!

    AbraçOs!
    Karoline

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  4. Professor,
    Relendo sua explicação, surgiu-me uma dúvida: por que "de convenções necessárias" não pode ser complemento nominal!?

    Karoline

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  5. Karoline,

    A distinção entre adjunto adnominal e complemento nominal, nesse caso, é feita com base em um argumento semântico: quando o termo regido de preposição for agente em relação ao substantivo precedente, trata-se de adjunto adnominal. Exemplo: A casa de Karoline é espaçosa. O termo "de Karoline" é agente em relação ao substantivo "casa", isto é, a Karoline possui a casa.

    Quando o termo regido de preposição for paciente em relação ao substantivo precedente, trata-se de complemento nominal. Exemplo: A necessidade de afeto é inerente ao ser humano. Repare que o termo "de afeto" é paciente em relação ao substantivo necessidade, ou seja, alguém tem necessidade de afeto.

    Na frase que você citou, "Língua é o conjunto de convenções necessárias, seguidas por um corpo social, para permitir o exercício da linguagem", o termo "de convenções necessárias" é agente em relação ao substantivo "conjunto", isto é, as convenções necessárias têm um conjunto. Logo, se é agente, é adjunto adnominal.

    Fui claro?

    Abraço,

    Wagner.

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  6. Professor Wagner, importantíssimo o seu trabalho neste blog. A lingua portuguesa, quando a gente pensa que começou a escrever certo, muda tudo. Imagine como alfabetizar? Sem falar que o sistema educacional nosso, não está alinhado com a complexidade da língua portuguesa! Parabéns! Tenho procurado me socorrer por aqui!

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