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quarta-feira, 26 de maio de 2010

O emprego dos porquês

Uma das dúvidas mais frequentes de ortografia é quanto ao uso dos porquês. Eis os casos mais comuns.

(i) PORQUE (junto e sem acento): quando equivale a pois, porquanto, uma vez que. Ex.: Já tirei meu título de eleitor, porque [= pois] as eleições estão chegando.

(ii) PORQUÊ (junto e com acento): quando for precedido de palavras como o, os, um, ou quando sinônimo de causa, razão, motivo. Ex.: Para avaliar melhor um candidato a cargo público, é prudente investigarmos os porquês [os motivos] de sua candidatura.

(iii) POR QUE (separado e sem acento): é usado nas perguntas diretas, nas quais se emprega o ponto de interrogação, ou indiretas (exemplos seguintes a e b), nas quais se emprega o ponto-final, e quando pudermos substituí-lo por pelo qual, pelos quais, pela qual e variações (exemplo c).

a. Por que geralmente chove quando não saímos de guarda-chuva e não chove quando saímos com ele? [Pergunta direta].

b. Diga-me por que o salário mínimo no Brasil é tão baixo. [Pergunta indireta].

c. Esta é a razão por que [= pela qual] não voto em branco: com tantos candidatos, há sempre um trigo no joio.

(iv) POR QUÊ (separado e com acento): emprega-se também nas perguntas diretas ou indiretas e sempre que vier imediatamente seguido de ponto de interrogação (na interrogação direta), ou de ponto-final (na interrogação indireta). Ex.:

a. Você não gostou do filme. Por quê?

b. Você não gostou do filme. Diga-me por quê.

Observação final: na interrogação direta, a primeira palavra da frase é um pronome ou advérbio interrogativo; na indireta, a palavra interrogativa não aparece no início da frase. 

quinta-feira, 6 de maio de 2010

A princípio ou em princípio?

Essas expressões têm sentidos distintos: a princípio significa no começo, inicialmente; em princípio é igual a teoricamente, em tese, de um modo geral, em termos. Ex.:

(i) A princípio (= no começo), aprender a dirigir é custoso, mas com a prática tudo se torna mais fácil.

(ii) Em princípio (= em teoria), todos são iguais perante a lei, mas no dia a dia, pelo menos no Brasil, isso ainda é uma utopia.