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domingo, 18 de abril de 2010

Viemos comunicar-lhe ou Vimos comunicar-lhe?

Na norma-padrão, viemos indica ação passada; vimos, ação presente. Ex.: Ontem viemos aqui para felicitar o tenista brasileiro Gustavo Kuerten, o Guga, mas não o encontramos; por isso vimos hoje novamente.

Por isso, na tradicional introdução de ofícios, cartas comerciais, e-mails corporativos, enfim, em situação formal de comunicação, empregue: Vimos comunicar-lhe que...

Nesse caso, a bem da verdade, pode-se até dispensar o uso de vimos e iniciar-se a carta ou ofício de forma direta, como recomenda a comunicação moderna: Comunicamos-lhe... Informamos-lhes...

Uma última observação: evite, nesses textos, o emprego da expressão por meio desta ou por meio deste. Ora, toda comunicação é feita por meio de algo, seja este papel, telefone, etc. Trata-se, pois, de expressão óbvia e, consequentemente, desnecessária.



15 comentários:

  1. C)Ninguém aguenta tensões prolongadas. A humanidade está podendo SE ver em cada
    dia. (pronome indefinido, pronome reflexivo, pronome demonstrativo)

    Professor, o SE nessa frase é pronome reflexivo?

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  2. O "se", nessa frase, é pronome reflexivo. Ocorre pronome reflexivo quando o sujeito da frase é agente e paciente, ao mesmo tempo, da ação verbal. "A humanidade está podendo se [a si mesma = a humanidade] ver em cada dia."

    Outro exemplo: João se machucou = João machucou a si mesmo, ou seja, ele é agente e paciente, ao mesmo tempo, da ação de machucar. Entendeu? Abraço!

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  3. Sim, entendi! muito obrigada....

    Mas tenho outra dúvida, o "cada" da mesma frase é pronome demonstrativo?

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  4. Prezado anônimo ou anônima?

    O "cada" é pronome indefinido.

    Abraço!

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  5. Wagner,

    Aproveitando a última informação (expressão óbvia, desnecessária), você consideraria sem sentido e/ou redundante cumprimentar alguém usando a expressão "meus sinceros votos"? Já que, se os votos são sinceros não precisam ser ditos. Ex.: Receba os nossos sinceros votos de uma gestão promissora.

    Qual a sua opinião?

    Obs.: As informações do blog estão excelentes.
    Abraço.

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  6. Aline:

    Primeiro, obrigado por sua contribuição e elogios!

    Quanto à sua pergunta, para avaliar a adequação ou não de uma frase ou construção, é necessário pensarmos em três questões: 1) qual o gênero textual em que será usada a frase ou palavra? 2) qual o objetivo do autor do texto? 3) qual o público-alvo do texto?

    Se a construção "meus sinceros votos" for inserida em carta comercial, gênero textual em que deve prevalecer uma comunicação mais objetiva, o adjetivo "sinceros" é desnecessário, inadequado. Se for inserida em um discurso de agradecimento, gênero textual mais subjetivo, enfático, retórico, o adjetivo "sinceros" será adequado. Foi claro?

    Abraço!

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  7. Wagner,

    Obrigada, sua informação foi clara, compreendi bem.

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  8. legal professor, vou ficar muito culta seguindo este blog. Um abraço.

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  9. Euza, obrigado pela participação! Vou ficar muito feliz se, com a leitura deste blogue, você ficar mais culta. Abraço!

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  10. Nossa, que informação excelente, gostei, sempre faço centenas de cartas às igreja de nossa comunidade, sempre usei a frase inicial assim.
    Vimos através da presente comun icar que...
    a partir de agora farei assim.
    comunicamos-lhes que a partir do ...
    Esta correto assim?
    abraços.

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    1. "Comunicamos-lhes que" está correto.
      Abraço,

      Wagner.

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  11. Professor, tratando-se de formalidades, principalmente ao passar comunicados "delicados" digamos assim, mesmo que uma aparente "encheção" de linguiça, as meras formalidades não seriam, mesmo que tornando o obejtivo do comunicado, mais distante, uma necessidade, ou seja, dentro de um ponto de vista pratico desta frase, seria como: sabendo-se que a Rainha da Inglaterra ira se reunir com o Presidente da Russia para falar de uma guerra nuclear, irem direto ao assunto, sem fazer todos os procedimentos e protocolos de um encontro desta formalidade? ou ate mesmo pensando de forma mais cotidiana, não estariamos pulando direto a fase do casamento sem passar pelo namoro, afinal, se ja sabemos os meios e o objetivo, para que tanto tempo namorando?
    att: Fabio

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    1. Ei, Fábio, interessante sua ponderação! Sempre digo a meus alunos que, em uma situação de comunicação formal, devemos nos atentar para três questões: 1) que tipo de texto vamos escrever; 2) qual o público-alvo; 3) qual o objetivo.

      Dependendo da situação comunicativa, como você disse, "antes do casamento", é recomendável passarmos pela fase do namoro...

      Abraço e obrigado por sua contribuição!

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  12. Professor Wagner, parabens pelo seu trabalho aqui e por ser professor!
    Constantemente escrevo comunicados e sem mesmo alguem ter me orientado no passado, duas de suas tres observações estão sempre vigentes durante a elaboração do mesmo, tuudo definido por, para quem e obejtivo... sabendo-se isso, sabe-se a "in" formalidade que sera necessario e a importancia que se da para quem ira receber e do que esta falando.
    no mais, espero ter outras pautas em seu Blog para conversarmos.

    att: Fabio

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    1. Fabio, obrigado! Seja sempre bem-vindo. Abraços!

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