quarta-feira, 4 de agosto de 2010
sábado, 24 de julho de 2010
Questão da FUMARC/2000
A questão abaixo trata do emprego de formas de tratamento usadas na correspondência oficial. Em seguida, farei meu comentário.
QUESTÃO 14
Tendo em conta a adequação das formas de tratamento ao destinatário, na correspondência oficial, assinale a alternativa INCORRETA.
a) Para delegados de polícia: V. Sa.
b) Para juízes e desembargadores: V. MM.
c) Para deputados e prefeitos: Vossa Excelência
d) Para o Presidente da República: Vossa Excelência".
A opção incorreta é a letra "b", pois a forma de tratamento adequada a juízes e desembargadores é Vossa Excelência, cuja abreviatura é V. Exª.
terça-feira, 29 de junho de 2010
Questão de concurso elaborada pela Fundação Carlos Chagas/2005
Queridos leitores:
Meu sobrinho, Ronald, a quem agradeço a ideia, me sugeriu que começasse a postar neste blogue questões de concurso.
Aceitei a sugestão, e vai abaixo a primeira questão com meus comentários. Peço a vocês que me enviem questões também. Assim, poderemos ajudar muita gente que se prepara para a árdua - mas instigante - trajetória dos concursos públicos.
Questão
"[...] entre os vários fatores que ameaçam o desempenho do setor em 2005 [...]." (início do 2º parágrafo)
O mesmo tipo de complemento exigido pelo verbo grifado acima está na frase:
(A) ... as perspectivas de curto prazo tornaram-se sombrias...
(B) ... que estavam em níveis muito baixos...
(C) ... que atuam no mercado externo.
(D) ... que anulam a competitividade alcançada nos últimos anos...
(E) ... os custos no Brasil são cerca de três vezes maiores...
Comentários
A resposta correta é a letra "D". Por quê? Porque o verbo destacado "ameaçam" é transitivo direto, ou seja, verbo que exige um complemento sem introdução de preposição obrigatória. Nome desse complemento? Objeto direto.
Somente na letra "D" aparece um verbo transitivo direto: anulam, motivo pelo qual essa é a correta.
Portanto, trata-se de uma questão que exigiu do candidato o conhecimento da matéria regência verbal, a qual invariavelmente é cobrada nos concursos.
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sexta-feira, 11 de junho de 2010
Qual a diferença entre onde, aonde e donde?
Quando o verbo ou nome exigirem a preposição em, use onde. Exemplo: Quem está, está em algum lugar. Portanto, onde você está? Quem mora, mora em algum lugar. Onde você mora? Quem entra, entra em algum lugar. Onde você entrou?
Já aonde deve ser usado com verbos ou nomes que pedem a preposição a: Quem chega, chega a algum lugar. Aonde vocês chegaram? Quem vai, vai a algum lugar. Aonde vocês vão? Minha ida a Belém foi rápida. Ida aonde?
Empregue donde ou de onde nos casos em que o verbo ou nome exigirem a preposição de: Quem vem, vem de algum lugar. Donde [ou de onde] você vem? Quem provém, provém de algum lugar. Você provém donde (ou de onde)?
quarta-feira, 26 de maio de 2010
O emprego dos porquês
Uma das dúvidas mais frequentes de ortografia é quanto ao uso dos porquês. Eis os casos mais comuns.
(i) PORQUE (junto e sem acento): quando equivale a pois, porquanto, uma vez que. Ex.: Já tirei meu título de eleitor, porque [= pois] as eleições estão chegando.
(ii) PORQUÊ (junto e com acento): quando for precedido de palavras como o, os, um, ou quando sinônimo de causa, razão, motivo. Ex.: Para avaliar melhor um candidato a cargo público, é prudente investigarmos os porquês [os motivos] de sua candidatura.
(iii) POR QUE (separado e sem acento): é usado nas perguntas diretas, nas quais se emprega o ponto de interrogação, ou indiretas (exemplos seguintes a e b), nas quais se emprega o ponto-final, e quando pudermos substituí-lo por pelo qual, pelos quais, pela qual e variações (exemplo c).
a. Por que geralmente chove quando não saímos de guarda-chuva e não chove quando saímos com ele? [Pergunta direta].
b. Diga-me por que o salário mínimo no Brasil é tão baixo. [Pergunta indireta].
c. Esta é a razão por que [= pela qual] não voto em branco: com tantos candidatos, há sempre um trigo no joio.
(iv) POR QUÊ (separado e com acento): emprega-se também nas perguntas diretas ou indiretas e sempre que vier imediatamente seguido de ponto de interrogação (na interrogação direta), ou de ponto-final (na interrogação indireta). Ex.:
a. Você não gostou do filme. Por quê?
b. Você não gostou do filme. Diga-me por quê.
Observação final: na interrogação direta, a primeira palavra da frase é um pronome ou advérbio interrogativo; na indireta, a palavra interrogativa não aparece no início da frase.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
A princípio ou em princípio?
Essas expressões têm sentidos distintos: a princípio significa no começo, inicialmente; em princípio é igual a teoricamente, em tese, de um modo geral, em termos. Ex.:
(i) A princípio (= no começo), aprender a dirigir é custoso, mas com a prática tudo se torna mais fácil.
(ii) Em princípio (= em teoria), todos são iguais perante a lei, mas no dia a dia, pelo menos no Brasil, isso ainda é uma utopia.
domingo, 18 de abril de 2010
Viemos comunicar-lhe ou Vimos comunicar-lhe?
Na norma-padrão, viemos indica ação passada; vimos, ação presente. Ex.: Ontem viemos aqui para felicitar o tenista brasileiro Gustavo Kuerten, o Guga, mas não o encontramos; por isso vimos hoje novamente.
Por isso, na tradicional introdução de ofícios, cartas comerciais, e-mails corporativos, enfim, em situação formal de comunicação, empregue: Vimos comunicar-lhe que...
Nesse caso, a bem da verdade, pode-se até dispensar o uso de vimos e iniciar-se a carta ou ofício de forma direta, como recomenda a comunicação moderna: Comunicamos-lhe... Informamos-lhes...
Uma última observação: evite, nesses textos, o emprego da expressão por meio desta ou por meio deste. Ora, toda comunicação é feita por meio de algo, seja este papel, telefone, etc. Trata-se, pois, de expressão óbvia e, consequentemente, desnecessária.
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